Fille, de Camille Laurens, narra a trajetória de Laurence Barraqué desde o nascimento, quando a decepção do pai por não ter um filho homem marca simbolicamente sua entrada no mundo, até a idade adulta, revelando como essa rejeição inicial e as normas sociais impostas às mulheres influenciam profundamente sua formação. Ao longo das diferentes fases da vida — infância, adolescência e maturidade —, Laurence confronta expectativas de gênero, descobre sua sexualidade e questiona os papéis que lhe são atribuídos, em uma narrativa fragmentada e reflexiva que mistura memória e análise. O romance propõe, assim, uma crítica incisiva ao patriarcado e à linguagem que o sustenta, explorando como a identidade feminina é construída, limitada e, ao mesmo tempo, reinventada.


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